Hipocondria

Olhei para os meus braços, vi algo estranho. Passei o dia encarando cada parte dele. Às vezes dói. Parei em frente ao espelho, agora vejo algo diferente na minha coxa. Tentei lavar as mãos várias vezes hoje. Sinto falta de ar. Estou doente. Não posso adoecer.

Outro dia se inicia, me sinto bem. Problema foi que no meio da tarde meu estômago doeu, corri para o médico. Segundo ele, nada demais. Eu insisti nos exames. Insisti que preciso de ajuda, não me sinto bem. Ele se mantém firme e não muda de ideia. Isso me abala muito.

Acredito que ele tenha se acostumado comigo. Melhor pedir uma segunda opinião. Talvez uma terceira. A internet sempre me ajuda. Quanto mais leio, mas confusa fico. Melhor uma quarta. Me sinto angustiada. Preciso resolver isso. Penso nisso a todo momento.

Difícil assumir, mas descobri que sou hipocondríaca. O medo me consome. Esse medo me paralisa. Eu quero me mover, quero me autoconhecer. Hoje a porta que se abre a minha frente é outra. Hoje eu vou falar sobre mim. Medos, anseios, alegrias, dores farão parte da minha rotina. Hoje troquei os remédios por uma dose forte de autocuidado.  


Uma pessoa com hipocondria costuma apresentar os seguintes comportamentos:

  • Ter um medo intenso ou ansiedade prolongados de ter uma doença grave;
  • Preocupar-se que os menores sintomas e sensações físicas podem significar uma doença grave;
  • Procurar médicos repetidamente ou fazer exames complexos com frequência, como ressonâncias magnéticas e ecocardiogramas;
  • Trocar de médico constantemente, sempre buscando uma segunda opinião que indique uma condição grave;
  • Falar diversas vezes sobre seus sintomas ou das doenças de que suspeita ter;
  • Checar frequentemente o corpo em busca de problemas;
  • Checar frequentemente os sinais vitais, como pulsação ou pressão arterial;
  • Pensar ter uma doença só de ler ou ouvir sobre ela.